Conheça alguns conceitos ambientais

O que é ecoeficiência?
        Você já parou para pensar no que consome e em que quantidades? Em que local está sendo depositado todo o lixo que você produz?
Será que você precisa fazer tantas fotocópias para suas reuniões?
        Na verdade, a ecoeficiência é um conceito muito simples que você já entende: produzir mais com menos recursos naturais. Nós podemos viver e trabalhar usando menos recursos naturais, tais como água, energia, papel, metais, entre outros, e manter o nosso padrão de vida.
        Eco é uma palavra derivada de “oikos”, que em grego significa “casa”.
        Ecoeficiência tem a ver com cuidar da nossa casa, do lugar onde vivemos e de onde extraímos os recursos para viver. Cuidar significa tomar conta com carinho. Ecoeficiência tem a ver com capacidade de obter maior rendimento com o mínimo desperdício. Portanto, estamos falando do cuidado e da eficiência com o planeta, a nossa casa comum.

        O Brasil gera diariamente 161.827 toneladas/dia de resíduos sólidos urbanos (Fonte: Pesquisa Nacional de Saneamento Básico, IBGE, 2000), sendo que, deste total, 55% são destinados a lixões que, sem tecnologia e sem tratamento, contaminam reservas de água potável do subsolo. De todas essas toneladas, menos de 1% é reciclado. Você já havia pensado que água e lixo estavam ligados?


O que são os 3 Rs?
        Os 3 Rs referem-se às palavras Reduzir, Reutilizar e Reciclar. Esse conceito é ampamente aceito por diversos segmentos da sociedade, pois sintetiza as atitudes práticas que podemos Ter no nosso dia-a-dia para preservar a vida no planeta.

        REDUZIR – repensar a vida, ver realmente o que é essencial para “minha vida” e diminuir o consumo. Por exemplo, use a vassoura para limpar a calçada na frente de sua casa, em vez de utilizar jatos de água.

        REUTILIZAR – ser criativo, inovador, usar um produto de várias maneiras. Por exemplo, reutiliza potes de vidro para armazenar alimentos ou outros objetos.

        RECICLAR – transformar, Ter capacidade de imaginar, criar e renovar. Um exemplo muito comum é o de transformar o material do lixo em outros produtos: você pode separar os papéis que já foram utilizados e encaminhar para a reciclagem. Você também pode comprar papéis reciclados.

        CUIDADO - Note que há uma seqüência lógica na apresentação dos 3 Rs: primeiro você reduz para depois pensar em reutilizar e reciclar. Cuidado para não aumentar o consumo só para Ter mais material para reutilizar e reciclar. Utilizar os 3 Rs depende também do consumo consciente.

O que é consumo consciente?
        O consumo consciente é o consumo de produtos de uma forma em que a pessoa está ciente dos impactos que ela pode causar no meio ambiente e na sociedade em função do seu estilo de vida. Significa estar consciente sobre a origem dos produtos, de sua matéria-prima, o processo de produção, a maneira como são comercializados e o que acontece com eles depois de utilizados.
        Por exemplo, você pode privilegiar o consumo de cosméticos feitos com produtos naturais da Amazônia. Você pode evitar a compra de produtos feitos com mão-de-obra infantil. Você pode prestar atenção ao monte de coisas que compra sem realmente precisar. Seu bolso vai agradecer e o planeta também.
Fonte: Cartilha Ecoeficiência do Banco Real

A Paisagem Urbana
             A vegetação, como um todo, tem sido de grande importância na melhoria das condições de vida nos centros urbanos. Com o crescimento populacional das cidades, depara-se com a falta de um planejamento urbano.
             O clima urbano difere consideravelmente do ambiente natural. A amplitude térmica, o regime pluviométrico, o balanço hídrico, a umidade do ar, a ocorrência de geadas, granizos e vendavais precisam ser considerados.
             Os solos, por sua vez, responsáveis pelo suporte físico das árvores e pelo substrato nutritivo do qual depende seu desenvolvimento, apresentam-se compactados nas cidades devido ao grande número de pavimentações que não permitem o escoamento das águas. Resíduos sólidos, despejos residenciais e industriais poluem e comprometem o solo urbano.
             Quanto à qualidade do ar, esta fica comprometida pela combustão de veículos automotores e pela emissão de poluentes advindos de atividades industriais.
             Além da função paisagística, a arborização urbana proporciona benefícios à população como:

a. Proteção contra ventos
b. Diminuição da poluição sonora
c. Absorção de parte dos raios solares
d. Sombreamento
e. Ambientação à pássaros
f. Absorção da poluição atmosférica, neutralizando os seus efeitos na população

Organograma dos Principais Benefícios das Áreas Verdes Urbanas

Organograma dos Principais Benefícios das Áreas Verdes Urbanas

Fatores Urbanos Principais Formas de Degradação Principais Benefícios das Áreas Verdes Urbanas
Físico Clima/ar Alterações micro climáticas Deterioração da
qualidade do ar Poluição Sonora Conforto micro climático Controle da poluição atmosférica Controle da poluição sonora
Água Alterações da quantidade de água Deterioração da qualidade hídrica Regularização hídrica Controle da poluição hídrica
Solo/subsolo Alterações físicas do solo Alterações químicas e biológicas do solo Estabilidade do solo Controle da poluição edáfica
Biológicos Flora Redução da cobertura vegetal Redução da biodiversidade Controle da redução da biodiversidade
Fauna Proliferação de vetores Destruição de habitats naturais Controle de vetores
Territorial Uso/ocupação do solo Desconforto ambiental das edificações Poluição visual Alterações micro climáticas Conforto ambiental nas edificações Controle da poluição visual
Infra-estrutura/serviços Difiuldades no deslocamento Aumento da necessidade de saneamento Redução da sociabilidade Desperdício de energia Racionalização do transporte Saneamento ambiental Conservação de energia
Sociais Demografia
Equipamentos e serviços sociais Concentração populacional Crescimento das necessidades sociais Conscientização ambiental Atendimento das necessidades sociais
Econômicos Setores produtivos
Renda/Ocupação Valor e desvalorização da atividade /propriedade Concentração de pobreza e desemprego x Valorização das atividades e propriedades Amenizações dos bolsões da pobreza
Instituição Setor Público
Instrumentos Normativos Redução da capacidade de gestão urbana Instrumental insuficiente x Apoio à capacidade de gestão urbana Instrumento de regulamentação específica

Planos de Arborização.

             O adequado conhecimento das características e condições do ambiente urbano é uma pré-condição ao sucesso da arborização. É preciso considerar fatores básicos como: condições locais, espaço físico disponível e características das espécies a utilizar.
             O plano de arborização deve responder algumas perguntas como: o quê, como, onde e quando plantar.
             Análise da vegetação - é importante conhecer a vegetação da região, dentro da cidade e nos arredores, procurando selecionar espécies que são recomendadas para a arborização urbana e que apresentam crescimento e vigor satisfatórios.
             Análise do local - é preciso efetivar os levantamentos dos locais a serem arborizados, como também daqueles que necessitam ser complementados ou adaptados. Há necessidade de compatibilizar a arborização com o sistema elétrico, o abastecimento de água, esgotos, sinalizações e edificações. O cadastramento e controle das ruas e praças (dimensões, localização das redes e outros serviços urbanos, identificação das árvores, data do plantio e época de poda) possibilitam uma melhor implantação da arborização urbana.

Algumas medidas a observar:
Recuo mínimo da muda em relação ao meio-fio 0,50 m -
Distâncias mínimas entre árvore e entradas de garagem 1,00 m
Vão livre entre a copa das árvores e a rede de baixa tensão 1,00 m
Vão livre entre a copa das árvores e a rede de alta tensão 2,00 m
Altura máxima das árvores de pequeno porte 4,00 m
Altura máxima das árvores de médio porte 6,00 m
Distância mínima entre árvores de pequeno porte e placas de sinalização 5,00 m
Distância mínima de árvores de médio porte e placas de sinalização 7,00 m
Distância mínima das esquinas 7,00 m

Áreas Urbanas sem arborização e rede elétrica

A rede de energia elétrica deverá ser implantada preferencialmente nas calçadas oeste e norte, e sob elas árvores de pequeno porte. Nas calçadas leste e sul deverão ser plantadas árvores de porte médio, observando-se as dimensões da via pública e o paisagismo local. Esta distribuição procura otimizar a utilização do sol como forma de aquecimento.
Nas avenidas com canteiro central, o posteamento deve ser implantado nas calçadas laterais. O canteiro central deve ser arborizado, podendo ser utilizadas espécies de médio a grande porte. Nas quadras reservadas para áreas verdes (parques e jardins), os passeios devem ficar, preferencialmente, isentos de vegetação e postes (exceto a de iluminação pública), ficando para uso de pedestres.
Áreas urbanas com redes elétricas e sem arborização
Na calçada onde existe rede elétrica, as árvores a serem plantadas devem ser espécies de pequeno porte, obedecendo aos recuos necessários. Na calçada onde não existe a rede elétrica, podem-se utilizar espécies de médio porte, adequadas à paisagem local e ao espaço disponível.
Áreas urbanas edificadas, arborizadas e eletrificadas
É a situação mais comum de ser encontrada, principalmente nas grandes cidades. É preciso uma avaliação das condições encontradas:

1. Os postes estão instalados no lado correto das calçadas, porém, as árvores existentes sob a fiação são inadequadas - é preciso providenciar a substituição das árvores existentes por espécies de porte adequado, mas isso deverá ser efetuado intercalando-se as novas às velhas. Estas somente serão retiradas após o completo desenvolvimento das novas.
2. Os postes estão instalados no lado não recomendado das calçadas, e, sob a fiação, há árvores de médio e grande portes - deverá ser realizada a substituição das árvores por espécies de porte menor e feitas podas permanentes ou encontradas alternativas para a iluminação.

Escolha da espécie

             As espécies utilizadas na arborização de ruas devem ser muito bem selecionadas, devido às condições adversas a que são submetidas. Em condições de mata natural, fatores como porte, tipo e diâmetro de copa, hábito de crescimento das raízes e altura da primeira bifurcação se comportam diferentemente em comparação ao meio urbano. Na seleção de espécies, deve-se considerar também fatores como adaptabilidade, sobrevivência e desenvolvimento no local de plantio.

             · É importante a escolha de uma só espécie para cada rua, ou para cada lado da rua ou para um certo número de quarteirões. Isso facilita o acompanhamento de seu desenvolvimento e as podas de formação e contenção, quando necessárias.
             · Deve-se evitar as espécies cujos troncos tenham espinhos.
             · Dependendo do local a ser arborizado (cidades de clima frio), a escolha de espécies caducifólias (perdem as folhas em certo período do ano) é extremamente importante para o aproveitamento do calor solar nos dias frios; já em outras cidades, as espécies de folhagem perene são mais adequadas.
             · A copa deve ter formato, dimensão e engalhamento adequado. A dimensão deve ser compatível com o espaço físico, permitindo o livre trânsito de veículos e pedestres, evitando danos às fachadas e conflito com a sinalização, iluminação e placas indicativas.
             · Nos passeios, deve-se plantar apenas espécies com sistema radicular pivotante - as raízes devem possuir um sistema de enraizamento profundo para evitar o levantamento e a destruição de calçadas, asfaltos, muros de alicerces profundos.
             · Dar preferência a espécies que não dêem flores ou frutos muito grandes.
             · Selecionar espécies rústicas e resistentes à pragas e doenças, pois não é aconselhável o uso de fungicidas e inseticidas no meio urbano.
             · Escolher espécies de árvores de crescimento rápido, pois em ruas, avenidas ou nas praças estão muito sujeitas à predação, sobretudo quando ainda pequenas.
             · Deve-se selecionar espécies de galhadas resistentes para evitar galhos que se quebrem com facilidade. Em áreas residenciais, considerar a posição do sol e a queda das folhas com as mudanças das estações, de maneira a permitir sombra no verão e aquecimento no inverno. As árvores devem permitir a incidência do sol, necessário nos jardins residenciais. Deve-se, ainda, evitar espécies geradoras de sombreamento excessivo e plantios muito próximos às casas.
             Pode-se utilizar espécies nativas ou espécies exóticas, observados os critérios citados e as características das espécies. Algumas espécies apresentam limitações para arborização urbana, por isso não são recomendadas.

Espécies Nativas na Arborização Urbana

             A utilização de espécies nativas em áreas urbanas é indicada por proteger e valorizar a flora local. Serão demonstradas a seguir algumas espécies nativas arbóreas recomendadas e/ou utilizadas nas Regiões Centro/Sul do Brasil:

Espécies Nome popular Observações
Amburana cearensis
(FABACEAE) Cumaru
cerejeira Árvore ornamental pelos ramos e troncos que são lisos de cor vinho ou marrom avermelhado.
Anadenanthera columbrina
Anadenathera peregrina
(MIMOSACEAE) Angico vermelho,
angico cascudo Árvore de grande porte utilizada em ruas, estradas e parques.
Andira anthelmina
Andira fraxinifolia
(FABACEAE) Pau-angelim Árvore de médio a grande porte, que proporciona ótima sombra pela copa frondosa.
Balfourodendron riedelianum
(RUTACEAE) Pau-marfim Árvore de grande porte, utilizada em parques e praças.
Bauhinia forficata
(CAESALPINIACEAE) Pata-de-vaca Árvore de pequeno porte. Pela beleza das flores, é utilizada nos parques e jardins.
Bowdichia virgilioides
(FABACEAE) Sucupira Árvore de grande porte, decorativa em parques e jardins pela beleza das flores roxas.
Cabralea canjerana
(MELIACEAE) Canjarana Árvore de grande porte. Pelo aspecto atraente das folhas e frutos, é recomendada para praças, jardins, canteiros centrais de avenidas, estradas; não deve ser utilizada em calçadas devido ao seu porte e seu sistema radicular superficial.
Caesalpinia echinata
Caesalpinia leiostachya
Caesalpinia peltophoroides (CAESALPINICIACEAE) Pau-brasil,pau-ferro Árvore de grande porte indicada para parques, praças e jardins. Foi declarada árvore nacional do Brasil em 1978.
Calophyllum brasiliensis
(CLUSIACEAE) Guanandi Árvore de grande porte, utilizada em praças, ruas e avenidas.
Cariniana estrellensis
Cariniana legalis
(lECYTHIDACEAE) Jequitibá-branco,
jequitibá-rosa Árvores de grande porte, utilizada em praças.
Cassia ferruginea
Cassia grandis
(CAESALPINIACEAE) Chuva-de-ouro,Cássia-rósea Árvore de médio a grande porte, utilizada na arborização de ruas e avenidas.
Centrolobium microchaete
Centrolobium robustum
Centrolobium tomentosum
(FABACEAE) Araribá-amarelo,
araribá rosa,
araruva Árvore de grande porte, utilizada em parques e jardins.
Chorisia speciosa
(BOMBACACEAE) Paineira Árvore de grande porte, indicada para parques, praças, jardins e avenidas, também em rodovias. Grande efeito ornamental pelo porte e pela beleza das flores.
Citharexylum myrianthum
Citharexylum pernambucensis (VERBENACEAE) Tarumã - branco, salgueiro Árvore de grande porte, utilizada para parques , praças e jardins.
Clitoria fairchildiana
(FABACEAE) Palheteira Árvore de médio porte que proporciona bom sombreamento. Tem sido utilizada na arborização rural e urbana nas regiões sudeste e norte do País.
Colubrina glandulosa var. reitzii (RHAMNACEAE) Sobrasil Árvore de médio a grande porte, utilizada para praças públicas.
Copaifera langsdorffii
(CAESALPIONIACEAE) Copaíba Árvore de grande porte que fornece ótima sombra. É utilizada principalmente em arborização de rodovias.
Cordia trichotoma
Cordia superba
(BORAGINACEAE) Louro pardo, grão de galo Árvore de grande porte, utilizada em ruas e praças públicas.
Croton celtidifolius
(EUPHORBIACEAE) Pau-sangue Árvore de médio porte.
Dalbergia brasiliensis
Dalbergia nigra
(FABACEAE) Jacarandá,
jacarandá da bahia Árvore de grande porte, utilizada em parques, praças e avenidas. Possui efeito ornamental pelas flores.
Drymis brasiliensis
(WINTERACEAE) Cataia Árvore de médio porte.
Erythrina crista-galli
Erythrina falcata
Erythrina speciosa
(FABACEAE) Corticeira do banhado,
corticeira, suinã Árvore de grande porte, utilizada em parques e jardins.
Guazuma ulmifolia
(STERCULIACEAE) Mutamba Árvore de médio a grande porte que proporciona ótima sombra.
Holocalyx balansae
(CAESALPINIACEAE) Alecrim Árvore de grande porte, utilizada em parques, praças e ruas. Sua copa mantém-se sempre verde, de formato arredondado, proporcionando ótima sombra.
Hymenaea couvaril L.
(CAESALPINIACEAE) Jatobá Árvore de grande porte, recomendada principalmente para estradas, parques e praças.
Inga bahienssi
Inga fagifoli
Inga marginata
Inga sessilis
Ingauruguensis
Ingavirescens
(MIMOSACEAE) Ingá-beira-de-rio,
ingá,
ingá-feijão,
ingá-ferradura,
ingá-banana, Árvore de médio porte, utilizada em parques, praças e rodovias.
Jacaranda puberula
Jacaranda micrantha
Jacaranda mimosaefolia
(BIGNONIACEAE) Caroba, jacarandá-mimoso Árvore de grande porte, indicada para parques, avenidas e arborização de rodovias.
Lafoensia pacari
(LYTHRACEAE) Dedaleiro Árvore de médio porte, largamente utilizada em parques, praças, ruas pela sua rusticidade, pela beleza das flores e boa convivência com a poluição urbana e a rede elétrica.
Lamanonia ternata
(CUNONIACEAE) Guaraperê Árvore de médio a grande porte, utilizada em parques, praças e ruas.
Laplacea fruticosa (THEACEAE) Santa-rita Árvore de médio a grande porte.
Lonchocarpus guilleminianus
Lonchocarpus muehlbergianus
(FABACEAE) Rabo-de-bugio,
timbó-do-graúdo Árvore de grande porte.
Luehea divaricara
Luehea candicans
(TILIACEAE)
Açoita-cavalo Árvore de grande porte, utilizada em rodovias, praças e parques.
Machaerium stipitatum
(FABACEAE) Sapuva Árvore de grande porte.
Nectandra lanceolata
(LAURACEAE) Canela amarela Árvore de grande porte, utilizada na arborização de áreas abertas.
Ormosia arborea
(FABACEAE) Olho-de-cabra Árvore de grande porte, utilizada em ruas e avenidas. Proporciona bom sombreamento e é bastante ornamental.
Parapiptadenia rigida
(MIMOSACEAE) Angico, gurucaia Árvore de grande porte, utilizada em ruas, rodovias, praças e parques.
Peltophorum dubium
(CAESALPINIACEAE) Canafístula Árvore de grande porte, utilizada para parques, avenidas, praças. Não é recomendada para ruas.
Plathymenia foliolosa
(MIMOSACEAE) Vinhático-da-mata Árvore de porte grande, exuberante e muito ornamental.
Pseudobombax grandiflorum (BOMBACACEAE) Embiruçu Árvore de grande porte, extremamente ornamental pela forma incomum dos seus ramos quando em floração.
Pterocarpus violaceus
(FABACEAE) Aldrago Árvore de médio porte, utilizada na arborização das ruas em São Paulo. Tem folhagem brilhante e bela florada.
Qualea grandiflora
(VOCHYSIACEAE) Pau-terra Árvore de médio porte.
Quillaja brasiliensis
(ROSACEAE) Saboneteira Árvore de médio porte, utilizada em parques e praças.
Roupala asplenioides
Roupala brasiliensis
Roupala cataractarum
Roupala rhombifolia
(PROTEACEAE) Carvalho-brasileiro Árvore de grande porte, utilizada em parques e rodovias.
Salix humboldtiana
(SALICACEAE) Salseiro, chorão Árvore de grande porte, utilizada em parques, rodovias avenidas. É ornamental por sua copa com ramos pendentes.
Schefflera angustissimum
Schefflera macrocarpa
Schefflera morototoni
(ARALIACEAE) Aipim-brabo,
mandiocão do cerrado,
mandiocão Árvore de grande porte, é indicada pela sua forma reta e suas folhas grandes e vistosas.
Sclerolobium chrysophyllum Sclerolobium densiflorum Sclerolobium denudatum Sclerolobium paniculatum (CAESALPINIACEAE) Ingauçu preto,
ingáporca,
passuaré,
taxi-branco,
carvoeiro Árvore de grande porte, utilizada para parques e rodovias, proporciona boa sombra com sua copa frondosa.
Senna macranthera
Senna multijuga
(CAESALPINIACEAE) Manduirana,
pau-cigarra,
alecrim Árvore de médio porte, é indicada para a arborização de ruas (estreitas e sob rede elétrica); árvore extremamente ornamental pelas suas flores.
Sterculia striata
(STERCULIACEAE) Chichá-do-cerrado Árvore de médio porte.
Tabebuia alba
Tabebuia aurea
Tabebuia chrysotricha
Tabebuia ochraeae
Tabebuia serratifolia
Tabebuia vellosoi
(BIGNONIACEAE) Ipê-amarelo, craibera, pau-d'arco, amarelo Árvore caducifólia de altura variável, de pequeno a grande porte, bastante ornamental pelas flores de coloração amarela intensa, sendo utilizada em praças, arborização de ruas, estradas e entradas de fazendas.
Tabebuia heptaphylla
Tabebuia impetiginosa
(BIGNONIACEAE) Ipê-roxo, Ipê-rosa pau-d' arco-roxo Árvore de médio a grande porte, caducifólia, utilizada em praças, jardins públicos, arborização de ruas, avenidas, estradas e alamedas de fazendas, bastante ornamental pela coloração de rosa a lilás intenso.
Tabebuia roseo-alba
(BIGNONIACEAE)
Ipê-branco Árvore de médio porte, caducifólia, utilizada em arborização de ruas, estradas, extremamente ornamental pelo exuberante florescimento e pela folhagem densa de cor verde azulada.
Talauma ovata
(MAGNOLIACEAE) Baguaçu Árvore de grande porte.
Tapirira guianensis
(ANACARDIACEAE) Cupiúba, pau-pombo Árvore de médio porte.
Tibouchina granulosa
Tibouchina sellowiana
(MELASTOMATACEAE) Quaresmeira Árvore de médio porte, muito ornamental pelas flores, utilizada em arborização de ruas, avenidas, praças e parques.
Triplaris brasiliana
(POLYGONACEAE) Pau-de-formiga Árvore de grande porte.
Vochysia bifalcata
Vochysia magnífica
Vochysiatucanorum
(VOCHYSIACEAE) Guaricica, pau-de-tucano Árvore de grande porte, muito ornamental pelas flores amarelas vistosas, utilizada em avenidas, parques e praças.
Xylopia brasiliensis
(ANNONACEAE) Pindaíba Árvore de grande porte, possui folhagem delicada semelhante a uma conífera.
Zeycheria tuberculosa
(BIGNONIACEAE) Ipê felpudo Árvore de grande porte, muito ornamental pela forma da copa, piramidal ou colunar e pelo efeito da folhagem e ramagem, utilizada em praças e parques.

Espécies Exóticas na Arborização Urbana

             Atualmente, no perímetro urbano de muitos municípios brasileiros, já aclimatadas, encontram-se algumas espécies exóticas, como as do gênero: Acer, Cupressus, Ligustrum, Platanus, Populus, Liquidambar, Quercus, Salix, Grevillea, Eucalyptus, Pinus, Acacia, Lagerstroemia, Melia, Terminalia, Tipuana, Hovenia.

Algumas utilizadas na região Centro/Sul do Brasil são:

Espécie Nome popular Observações
Grevilea banksii
(PROTEACEAE) Grevilha-anã Árvore de pequeno porte, perene, raízes pivotantes e copa arredondada, indicada para ruas com fiação aérea.
Dombeya wallichii
(STERCULIACEAE) Astrapéia Árvore de pequeno porte, perene, com raízes superficiais, copa arredondada, espécie melífera.
Hibiscus rosa-sinensis
(MALVACEAE) Hibisco ou mimo Arvoreta ou arbusto de pequeno porte, perene, muito ornamental pela beleza de suas flores durante todo o ano, indicada para ruas com fiação elétrica.
Murraia exotica
(RUTACEAE) Murta Árvore de pequeno porte, perene, com raízes pivotantes, copa arredondada, indicada para ruas com fiação elétrica.
Lagerstroemia indica (LITHRACEAE) Estremosa Árvore de pequeno porte, de folhas caducas, copa arredondada, indicada para ruas com fiação elétrica.

Espécies com limitação de uso em arborização urbana

             Abaixo estão listadas algumas espécies não recomendadas para arborização de áreas urbanas por apresentarem alguns fatores limitantes:

Espécie Limitação
Lithraea brasiliensis
Lithraea molleoides
Schinus terebinthifolius
Schinus mollis (bugreiro e aroeira) Emitem substâncias alergênicas.
Joannesia princeps (Boleira) Tamanho e peso dos frutos e sementes com efeito purgativo e tóxico.
Schizolobium parahyba (Guapuruvu) Restrição quando no plantio em avenidas; a queda de suas folhas grandes tem o inconveniente de entupir a entrada de esgoto, podendo causar alagamentos.
Annona cacans (Ariticum-cagão) Apresenta fruto pesado e propriedades diarréicas.
Aspidosperma olivaceum (Peroba-amarela) Crescimento lento.
Prunus myrtifolia (Pessegueiro bravo) Prunus brasiliensis (Varoveira) Espécies tóxicas ao gado, planta altamente cianogênica (produz ácido cianídrico).

Poda na Arborização

Considerações e tipos de podas
Nas áreas urbanas, a poda é uma prática permanente, que visa garantir um conjunto de árvores vitais, seguras e de aspecto visual agradável. Deve ser feita a partir de um levantamento das espécies predominantes na arborização da cidade. O calendário da atividade é montado de acordo com o local de ocorrência da espécie e sua melhor época de poda.

Regras fundamentais para o executor da poda:

             · Arquitetura da copa das árvores
             · A fisiologia da compartimentalização
             · As técnicas da poda
             · As ferramentas e equipamentos mais apropriados para cada atividade

             Para a correta utilização da poda, é necessário reconhecer os três tipos básicos de poda em árvores urbanas e utilizar a que for mais recomendada para cada caso:

Poda de educação (ou de formação)

             A poda dos galhos deve ser realizada o mais cedo possível, para evitar cicatrizes muito grandes, desnecessárias. A poda de formação na fase jovem sempre é uma mutilação, devendo ser executada com cuidado. Deve-se conhecer o modelo arquitetônico da espécie, considerando, portanto, o futuro desenvolvimento da copa no espaço em que a árvore está estabelecida. Galhos baixos que dificultarão a passagem de pedestres e de veículos deverão ser eliminados precocemente. Galhos que cruzarão a copa ou com inserção defeituosa deverão igualmente ser eliminados antes que os cortes se tornem muito difíceis.

Poda de manutenção (ou limpeza)

             São eliminados basicamente galhos senis ou secos, que perderam sua função na copa da árvore. Estes galhos podem, em algumas circunstâncias, ter dimensões consideráveis, tornando o trabalho mais difícil do que na poda de formação. Deve ser dada especial atenção à morfologia da base do galho.

Poda de segurança

             Tecnicamente é semelhante a poda de manutenção, com a diferença de ser praticada em galhos normalmente vitais ou não preparados, pela árvore, para o corte. A alternativa para esta eventualidade é o corte em etapas. Na primeira poda, o galho é cortado a uma distância de 50 a 100 cm do tronco. Após um ou mais períodos vegetativos, procede-se à segunda poda, agora junto ao tronco, concluindo a operação de remoção do galho.

Corte de raízes

             A capacidade de regeneração das raízes é bem mais limitada que a regeneração da copa. Quanto maior a dimensão da raiz cortada, mais difícil e demorada sua regeneração, maiores também os riscos para a estabilidade da árvore. Deve-se evitar o corte de raízes grossas e fortes, principalmente próximo ao tronco (raízes basais).
             A maneira mais eficiente de evitar problemas com raízes é a criação de um espaço adequado para o desenvolvimento da árvore. Embora cada espécie tenha modelos de arquitetura radical próprios, o meio físico é o principal modelador das raízes.

Orientações sobre poda

             · Observar condições biológicas da árvore, considerando se já há botões florais ou flores. Caso existam, deve-se evitar a poda.
             · Conferir condições físicas da árvore, observando o estado do tronco (oco, rachaduras, podridão), galhos secos ou mortos.
             · Analisar a fiação, caso esteja encostada nos galhos, desligar a rede, testá-la e aterrá-la e, após, proceder a poda com os cuidados necessários.
             · Executar a poda com segurança, começando a operação, sempre que possível, de fora para dentro da árvore, usando ferramentas adequadas.
             · Deve-se cortar galhos pesados em pedaços. Os mais leves descem inteiros. Usar sempre cordas para apoiá-los, antes de proceder o corte.
             · Escolher a melhor época de efetuar a poda, que é logo após a floração, mas as podas realizadas no final do inverno e início da primavera promovem a cicatrização dos ramos de forma mais efetiva.
             · Adequar uma árvore a um espaço menor do que seu desenvolvimento natural exige não é recomendável. Selecionar outra espécie que se desenvolva com menos espaço.
             · Não reduzir a copa demasiadamente. Se uma poda severa for necessária, processá-la em etapas, com maior freqüência.

Fonte:ambientebrasil.com.br