Lixo

               Enquanto a água pode nos faltar, o lixo sobra. É lixo demais e ele sempre aumenta. Aumenta tanto que nem sabemos onde colocá-lo.
               Essa dificuldade é maior quando associada aos custos para se criar aterros sanitários. A situação torna-se pior quando constatamos que na maioria das cidades brasileiras o lixo é despejado em terrenos baldios ou nos “famosos” e inadequados lixões. Em contraposição a essas práticas, ecologicamente incorretas, vem-se estimulando o uso de métodos alternativos de tratamento como a compostagem e a reciclagem ou, dependo do caso, incineração.A incineração (queima do lixo) é a alternativa menos aceitável. Provoca graves problemas de poluição atmosférica e exige investimentos de grande porte para a construção de incineradores.A compostagem é uma maneira fácil e barata de tratar o lixo orgânico (detritos de cozinha, restos de poda e fragmentos de árvores).A reciclagem é vista pelos governos e defensores da causa ambiental como solução para o lixo inorgânico (plásticos, vidros, metais e papéis). Com a reciclagem é possível reduzir o consumo de matérias-primas, o volume de lixo e a poluição.
               Tecnicamente, é possível recuperar e reutilizar a maior parte dos materiais que na rotina do dia-a-dia é jogada fora. Latas de alumínio, vidro e papéis, facilmente coletados, estão sendo reciclados em larga escala em muitos países, inclusive no Brasil. Embora seja um processo em crescimento, ainda não é economicamente atrativo para todos os casos. Assim, nos restam as alternativas: evitar produzir lixo, reaproveitar o que for possível e reciclar ao máximo. Como fazer isso? Aqui vai uma boa dica: aproveitar melhor o que compramos, escolhendo produtos com menor quantidade de embalagens ou redescobrir antigos costumes como, por exemplo, a volta das garrafas retornáveis de bebidas (os velhos cascos) ou das sacolas de feira para carregar compras.

Seu Lixo

               - Não jogue lixo nenhum na rua. Cerca de 40% do lixo recolhido no Rio de Janeiro é proveniente da coleta de rua. Essa coleta é mais cara e, além de enfeiar os lugares, traz sérios problemas aos moradores nas épocas de chuva, com entupimento de bueiros e estrangulamento dos corredores de água;

               - aproveite integralmente os alimentos. Muitas vezes, talos, folhas, sementes e cascas têm grande valor nutritivo e possibilitam uma boa variação no seu cardápio;
               - doe livros, roupas, brinquedos e outros bens usados que para você não têm mais serventia, mas que podem ser úteis a outras pessoas;
               - leve sacola própria para fazer suas compras, evitando pegar as sacolas plásticas fornecidas nos supermercados. Se levar para casa as sacolas, reutilize-as como saco de lixo. Para o transporte de compras maiores, utilize caixas plásticas ou de papelão;

               - procure comprar produtos reciclados - cadernos, blocos de anotação, envelopes, utilidades de alumínio, ferro, plástico ou vidro;
               - escolha produtos que utilizem pouca embalagem ou que tenham embalagens reutilizáveis ou recicláveis - potes de sorvete, vidros de maionese, etc;
               - não jogue lâmpadas, pilhas, baterias de celular, restos de tinta ou produtos químicos no lixo. As empresas que os produzem estão sendo obrigadas por lei a recolher muitos desses produtos;
               - leve remédios, os que não usa e os vencidos, a um posto de saúde próximo. Eles saberão dar-lhes destino adequado;-

               - separe o lixo e encaminhe os produtos para reciclagem. Tente organizar em seu edifício, rua, bairro ou condomínio um sistema de coleta seletiva. Cada morador separa em sua residência materiais como vidro, plástico, latas de alumínio, papel, papelão e material orgânico, colocando-os em locais próprios. Informe-se nas companhias municipais de limpeza sobre a existência de cooperativas de catadores que poderão fazer a coleta em sua residência. Algumas empresas que fazem reciclagem recolhem, elas mesmas, o lixo já separado;
               - utilize os dois lados da folha de papel para escrever, rascunhar ou imprimir. Aproveite melhor a área do papel. Para cada tonelada de papel que se recicla quarenta árvores deixam de ser derrubadas

               - procure se informar sobre as iniciativas de sua Prefeitura/Comunidade com relação ao lixo reciclável. Todos somos responsáveis pelo destino do lixo que geramos. Cobrar iniciativas e novos projetos de vereadores e prefeitos faz parte do nosso papel de consumidor. Também devemos estar informados das iniciativas já existentes, por mais simples que possam ser. Algumas instituições (igrejas e associações comunitárias) recebem material reciclável e com a venda arrecadam algum dinheiro que é destinado para obras sociais. Já existem empresas que compram esse material e, dependendo da quantidade, retiram-no periodicamente.

Como separar o seu lixo

PAPEL Reciclável:

- jornais e revistas
- folhas de caderno
- formulários de computador
- aparas de papel
- fotocópias
- provas rascunho
- cartazes velhos
- papel de fax
- listas telefônicas

PAPEL Não reciclável:

- etiquetas adesivas
- fita crepe
- papel carbono
- papéis metalizados
- papéis parafinados
- papéis plastificados
- guardanapos
- fotografias
- tocos de cigarros
- papéis de embalagens de agrotóxicos

PLÁSTICO Reciclável:

- embalagens de Refrigerantes
- embalagens de produtos de limpeza
- copinhos plásticos
- embalagens de produtos alimentícios
- canos, tubos e mangueiras
- sacos plásticos em geral

PLÁSTICO Não reciclável:

- cabos de panela
- embalagens de cola e agrotóxicos
- frascos de produtos inflamáveis
- tomadas
- fibras de vidro

VIDRO Reciclável:

- recipientes em geral
- garrafas
- copos
- embalagens de perfumes, produtos alimentícios e de limpeza
- cacos

VIDRO Não reciclável:

- vidros planos
- espelhos
- lâmpadas
- tubos de tv
- cerâmicas

METAL Reciclável:

- latas de produtos alimentícios
- latas de alumínio
- outras sucatas

METAL Não reciclável:

- clips
- grampos
- esponjas de aço
- canos
- embalagens de produtos tóxicos

Tempo de decomposição

              Vale salientar que as estimativas citadas abaixo não são determinantes. Estes dados são oriundos de pesquisas realizadas por universidades e instituições, sendo possível encontrar diferentes períodos para os mesmos produtos.

              O CEMPRE (Compromisso Empresarial para Reciclagem) ainda não dispõe de fontes de referência que preencham plenamente tais requisitos.

Borracha – indeterminado
Filtro de Cigarro – 5 anos
Goma de Mascar – 5 anos
Madeira Pintada – 13 anos
Metal – de 100 a 400 anos
Nylon – mais de 30 anos
Papel – de 3 a 6 meses
Plástico – mais de 100 anos
Tecido – 6 meses a um ano
Vidro – de 4000 a um milhão de anos

Separe seu lixo mesmo que seu município não invista na coleta seletiva

               Neste caso, o material reciclável separado no domicílio pode ser encaminhado a catadores de rua autônomos, cooperativas de catadores, associações de moradores, ONG's ou qualquer outro tipo de iniciativa espontânea da comunidade local.
               Há ainda a alternativa de contato com sucateiros, desde que para o repasse de grandes quantidades de material.

O que fazer para diminuir o problema do lixo?
               Evitar comprar mercadorias com excesso de embalagem; Diminuir o uso de papel; Reutilizar mais itens de produtos, como roupa, papel e livros; Se possível, comprar sempre produtos reciclados; Reciclar o maior n de itens de produtos; Evitar eliminar produtos que contenham substancias tóxicas em locais inadequados, procurando entidades que utilizam e reciclam tais produtos; Pressionar as indústrias e o comércio para que implementem medidas de redução da poluição por dejetos; Pressionar os políticos, legisladores e autoridades para que criem e desenvolvam leis e projetos de diminuição de dejetos irregulares; Pressionar os meios de comunicação para que cobrem das autoridades e empresas uma correta atitude ambientalista em relação à questão do lixo; Participar de programas de educação ambiental relativos ao tema
Meio Ambiente

Faça seu papel!

               Aprenda a fazer papel com embalagens longa vida
               Veja aqui os ingredientes necessários para transformar a embalagem longa vida em um papel, feito por você!

               Sua matéria-prima é a embalagem longa vida. Mas você pode reaproveitar também os cadernos velhos, envelopes usados, papéis de embrulho ou saquinhos de papel de supermercado.
               Eles também podem ser facilmente reciclados, seguindo este esquema que mostramos a seguir. Lembre que se usar papéis brancos, o seu papel vai ser branco, Se usar papéis coloridos, o seu papel vai ser colorido também.

               Os materiais necessários são um liquidificador, um balde, uma bacia plástica e tesoura.

               Você vai precisar também montar duas molduras de madeira iguais. Sobre uma destas molduras, você vai esticar uma tela de náilon ou de arame bem fininho. A tela de náilon pode ser uma rede de proteção contra insetos. A de arame pode ser uam peneira de molho bem fina. tenha em mãos tachinhas ou um grampeador para afixar a tela.

               E por último, você vai precisar de uma toalha ou de um pano de prato, e de um rolo de macarrão para prensar.

1º PASSO
Com as molduras, a tela e as tachinhas, prepare o molde de suas folhas. Estique bem a tela de náilon ou de arame fino sobre uma das molduras. Prenda a tela com tachinhas ou grampeador. A outra moldura deverá ser encaixada sobre a primeira na hora de fazer o papel, juntando-as pelo lado da tela.

Pegue as embalagens longa vida (de qualquer tamanho), abra as orelhinhas e a embalagem, deixando exposta a face interna, que contém o alumínio. Corte em pedaços grandes (10 X 10 cm) e deixe imerso em água por uma noite.

A água vai penetrar na embalagem, amolecer omaterial e facilitar a retirada das camadas de plásticos e alumínio que envolvem o papel. Após este período de molho, separe manualmente as duas faces - interna e externa - das embalagens, deixando somente o papel (o restantenão será utilizado para fabricar o papel). Corte-o em pedaços pequenos.

Coloque uma xícara de papel picado, já sem as camadas de alumínio e plástico, dentro do liquidificador cheio de água. Acione o aparelho até que a mistura de papel e água fique levemente grossa e homogênea.

Ponha esta mistura toda em uma bacia. Bata mais papel e água no liquidificador até encher a bacia plástica. Está pronta a pasta que vai dar origem ao seu papel.

Escolha uma bacia larga e funda, prestando atenção para o tamanho de seu molde.coloque o molde verticalmente na bacia, trazendo-o á superfície em um movimento circular. Ele vai estar cheinho de pasta. Para fazer um papel mais fino, dilua a mistura.
7º PASSO
Com o molde na posição horizontal, sacuda-o levemente. A água vai escorrer e formar a folha de papel sobre a tela.

Retire a moldura superior. Incline devagar a moldura com a folha para deixar escorrer um pouco a água e parar de pingar. O papel ainda vai estar espesso, mas a maior parte do volume que você está vendo é água, que ainda vai escorrer e secar.

Vire o molde com a folha formada sobre uma toalha ou pano de prato, prensando-a ligeralmente.
A folha se solta da tela e o molde já pode ser usado novamente.

Para tirar o excesso de água que o papel ainda guarda, passe um rolo de macarão sobre a toalha, pressionando-a.

Agora é só esperar até o dia seguinte. Mantenha a folha sobre a toalha até o papel estar completamente seco. Se possível, coloque sob o sol ou passe um ferro de passar roupa quente sobre a toalha.

Quando a folha estiver completamente seca, separe-a da toalha. E pronto, agora é só usar a criatividade para usar

Confira aqui o dia que os catadores da COPERFRAN
da Coleta Seletiva, passam em seu bairro.

Franca

Lembre-se: todo o lixo reciclável coletado em Franca é destinado a obras sociais. Atualmente as entidades beneficiadas são a APAE e a Pastoral do Menor, totalizando mais de mil pessoas assistidas.

Segunda-Feira
         Bairro Miramontes; City Petrópolis; Jardim Ipanema; Jardim Marambaia; Jardim Paineiras; Jardim Pinheiros; Jardim Pinheiros II; Jardim Portinari; Jardim Redentor; Jardim Tropical; Parque do Horto; Parque dos Pinhais; Parque Vicente Leporace; Recreio Campo Belo; Residencial Vera Cruz I e II; Residencial Moreira Jr.; Residencial Nosso Lar; V. Sta. Terezinha; V. Sta. Terezinha (Prol)

Terça-Feira

         Bairro São Joaquim; Jardim Califórnia; Jardim Conceição Leite;Jardim Dermínio; Jardim Eldorado; Jardim Guanabara; Jardim Independência; Jardim Integração; Jardim Maria Rosa; Jardim Marília; Jardim Martins; Jardim Palmeiras; Novo Centro; Parque Continental; Parque Piratininga; Parque Vitória Régia; Residencial Santa Maria; Vila Exposição; Vila N. Sa. De Fátima; Vila Pedigoni; Vila Raycos; Vila Rezende; Vila Santa Efigênia; Vila Santa Helena; Vila Santa Luzia; Vila Santos Dumont; Vila Santos Dumont (Prol.); Vila São Sebastião

Quarta-Feira

         Bairro Boa Vista; Bairro Estação; Bairro Higienópolis; Jardim Barão; Jardim Dr. Antônio Petráglia; Jardim Dr. Antônio Petráglia (Prol.); Jardim Francano; Jardim Francano (Prol.); Jardim Maria Gabriela; Jardim Pedreiras; Jardim Planalto; Jardim Regina Helena; Jardim Roselandia; Jardim Samello; Jardim Santa Efigênia; Parque Dr. Carrão; Parque Nova Franca; Parque Santa Adélia; Parque São Jorge; Samel Park; Vila Chico Júlio; Vila Chico Júlio (Prol.); Vila Formosa; Vila Guilherme; Vila Imperador; Vila Molina; Vila Nicácio; Vila Tótoli.

Quinta-Feira

         Bairro Maria José; Sto. Agostinho; São José; S. José (Prol.); Centro; Cidade Nova; Jrd. América; Jrd. Bethânia; Jrd. Boa Esperança; Jrd. Bueno; Jrd. Consolação; Jrd. Consolação (Prol.); Jrd. Paulista; Jrd. Paulista (Prol.); Jrd. Riviera; Jrd. S. Vicente de Paula; Jrd. Seminário; Parque das Acácias; Recreio Itambé; Residencial Baldassari; V. Alan Kardec; V. Cel. Antonio Sobrinho; V. Champagnat; V. Duque de Caxias; V. Duque de Caxias (Prol.); V. Flores; V. Monteiro; V. N. Sa. das Graças; V. Patrício; V. Sta. Isabel; V. Sta. Isabel (Prol); V. Sta. Maria do Carmo; V. Sta. Tereza; V. Sto. Antônio

Sexta-Feira

         Belvedere Bandeirantes; Chácaras Santo Antônio; Jrd. Aeroporto I, II III e IV; Jrd. Alvorada; Jrd. Alvorada (Prol.); Jrd. Aviação; Jrd. Elimar; Jrd. Espraiado; Jrd. Flórida; Jrd. Lima; Jrd. Lima (Prol.); Jrd. Noêmia; Jrd. Paraty; Jrd. Primavera; Jrd. Samello IV; Jrd. Samello Woods; Jrd. Sta Bárbara; Jrd. Santana; Jrd. Veneza; Morada do Verde; Núcleo Alpha; Pq. das Árvores; Pq. do Castelo; Pq. dos Lima; Pq. Francal; Pq. Progresso; Pq. Progresso (Prol.); Pq. Progresso Gleba II e III; Pq. Sta Hilda; Pq. Universitário; Residencial Paraíso; V. Europa; V. França; V. Hípica; V. Industrial; V. Industrial (Prol.); V. Marta; V. Regina; V. Samello; V. Sta. Rita; V. Sta. Rita (Prol.)

Sábado

         Bairro São José; Chácaras Espraiado; Jrd. Angela Rosa; Jrd Angela Rosa (Prol.); Jrd Brasil; Jrd Brasilândia; Jrd Brasilândia (Prol.); Jrd Centenário; Jrd do Éden; Jrd do Éden (Prol.); Jrd do Líbano; Jrd Palestina; Jrd Palma; Jrd Panorama; Jrd Paulistano; Jrd S. Francisco; Jrd S. Luiz; Jrd S. Luiz II; Pq. Sumaré; V. Aparecida; V. Aparecida (Prol.); V. Isabel; V. Sta Cruz; V. Scarabucci

Como organizar um programa de coleta seletiva em condomínios?
         Não existe metodologia única para organizar um programa de coleta seletiva em condomínios. De modo geral, os passos a serem seguidos são:
         • mobilizar o maior número possível de moradores, demonstrando a importância da iniciativa e infomando-lhes como participar;
         • definir os tipos de materiais recicláveis que serão coletados (jornais, papéis, papelão, vidro, plástico, alumínio, etc), tendo sempre em vista a demanda de mercado existente nas proximidades, pois essa preocupação viabilizará um fluxo constante de saída (venda), evitando o acúmulo excessivo dos materiais coletados por falta de "escoamento".
         • definir a estrutura operacional do sistema, sempre considerando 3 fases, ou seja, coleta, estocagem e venda (ou doação).
Fonte: www.cempre.org.br

Como formar uma cooperativa de catadores?
         É necessário que se atendam 3 aspectos: infra-estrutura, mão-de-obra e documentação legal.
Infra-estrutura:
         • galpão para recebimento dos materiais recicláveis;
         • equipamentos como balanças, prensas e carrinhos.
Mão-de-obra:
         • De modo geral, os cooperados não têm vínculo empregatício com a cooperativa. Os cooperados são, portanto, trabalhadores autônomos, que recebem de acordo com a quantidade de material coletada ou em razão da receita obtida pela cooperativa, rateada em partes iguais entre seus membros.
Documentação legal:
         • Com a ajuda de um advogado, os cooperados devem elaborar um estatuto que contenha todas as normas de administração que vão reger a cooperativa. A lei exige um número mínimo de 20 pessoas para se montar uma cooperativa. Também é necessária a inscrição da entidade junto à Prefeitura. Finalmente, as cooperativas também são tributadas, pagando ICMS e IPTU.
Fonte: www.cempre.org.br